Vamos dançar?

O mundo acaba hoje, eu estarei dançando...” Agridoce

Ela entrou um pouco mais leve do que sempre, cautelosa com seus passos. Observou com mais atenção cada detalhe, o piso de madeira, as cortinas de algodão, a porcelana do banheiro. Fitou-o com olhos mais vigilantes, também, e passou um pouco mais tempo que o de costume em completo silêncio. Ele chegou a questionar o porquê, mas já sabia. Estavam perdidos.

Aquela noite era muito provavelmente a última valsa de amor e não havia como prever o que haveria na manhã seguinte. A polícia, talvez, viesse à procura dela. Helicópteros quiçá pousassem no terraço, causando alvoroço pelo bairro. Detetives bisbilhotando à solta. Um simples adeus resolveria tudo, mas quem está pronto para isso?

Ela fez uma proposta. E ele aceitou. Choraram alguns litros, recolheram seus pedaços e, sob a melhor melodia que tocava no rádio, dançaram como se não houvesse amanhã.

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